segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Fim de Janeiro

Ocupadas essas duas últimas semanas de Janeiro. Nada demais, depois devo voltar àquele marasmão de sempre. Uma leiturinha aqui., umas aulinhas ali... uma viagenzinha pra BSB daqui. E em fevereiro tem carnaval.

Consegui contribuir, I hope that!, com um coletivo de arte da UnB orientado pela prof. Diana que está propondo uma Ciber Instalação pra o Emoção Art.ficial do Itaú Cultural. Ainda n tenho mtos detalhes, mas  se a bagaça andar (for aceita) eu registro aqui os detalhes.



Não to reclamando não! E se o fizesse seria de barriga bem cheia.
Alguns acontecimentos dos últimos dias têm me levado a recordar cenas de minha adolescência. Como quando eu estava as quatro e meia da madrugada, me concentrando em não dormir, enquanto o sargento explicava como tomar um banho e cuidar da higiêne pessoal. Putz. Aquilo, não serviu pra me acordar na hora, mas aquela impressão ficou marcada por toda minha vidinha até aqui pelo menos, qdo resolvi marcar tbem esse teclado e esse blog com esse causo. Até hj penso em como é possível ter que ensinar rapazes de 19 anos de idade sobre como tomar banho e enxugar o meio dos dedos. E o pior talvés seja pensar q se o exército não ensinar, muitos deles ficam mesmo sem saber.
Como lidar com educação em um contexto desses? Uma de nossas principais chagas tem sido o drama sobre o quanto abaixar a cabeça! Sobre o quanto reduzir o nível de exigência, ou de outra forma, o quanto tolerar a mais. O diabo é que tolerância parece mesmo uma virtude. Sua ausência tem marcado a humanidade e os indivíduos de tragédias maiores ou menores. Mas seu excesso também me aterroriza!

Também tem me chamado a atenção as diferentes condições de vida que as pessoas levam. Como isso nos constitui, nos faz! Pelo interiorzão do MS pude ver dia desses alguns acampamentos (pareciam favelas mesmo) Com barracos feitos de resto de madeiras, pedaços de telhas, e pedaços de lona preta. Com a qtdd de chuvas na região as beiradas da rodovias estão com muita erosão de modo q esses barracos tem sido constantemente engolidos pelos buracos.

Vi isso tudo de minha poltrona de ônibus, a mesma poltrona em que no fim da adolescência acostumei-me a ver os barracos de maderite em baixo dos viadutos de São Paulo. Aquilo me surpreendeu muito. As pessoas moravam em caixotes, mais ou menos do tamanho de umas duas caixas de geladeira. As caixas mal ajuntadas  agora habitam também as beiradas dos latifúndios Sul-Matogrossenses! Da metropole pro Pantanal!

Hoje, pra redimir tudo isso, toda a desigualdade do mundo a Mert me chamou no meio da tarde e apontou um tucano no flamboyant em frente minha sacada! Pulou pra la e pra ca por uns cinco minutos antes de voar pra árvore maior com um bando de outros tucanos pendurados.

E q venha fevereiro com seu carnavácuo!

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